domingo, 5 de dezembro de 2010

Agricultores da Murtosa sentem-se abandonados

Executivo camarário presidido pelo Santos Sousa faz como a avestruz e mete a cabeça na areia

  1. Em termos percentuais, os investimentos previstos neste orçamento que beneficiariam os produtores agro-pecuários apenas assentam na melhoria de alguns caminhos rurais e apenas representam 1,78 % do investimento definido nas GOP para 2011 desta autarquia o que, segundo o meu ponto de vista, representa um investimento ridículo, tendo em conta o elevado número de produtores agro-pecuários existentes no nosso concelho.
  2. O concelho foi classificado, quanto ao uso dos solos, como zona vulnerável e este orçamento não contempla nenhuma obra que venha a dar solução ao excesso de afluentes agro-pecuários (como, por exemplo, um centro de produção de biogás) e como referi em tempo oportuno, a Câmara tinha e ainda tem ao seu dispor verbas do PRODER para soluções colectivas a dar aos afluentes agro-pecuários.
  3. A construção de um canil municipal também não parece ser um objectivo desta autarquia, ignorando desta forma a legislação vigente que obriga a ter uma solução Municipal para este grave problema, mas este executivo camarário faz de conta que este problema não existe. Aliás, é a única autarquia que eu conheço que não tem Veterinário Municipal e isso, por si só, revela a falta de sensibilidade deste executivo para os problemas municipais que são da responsabilidade do Veterinário Municipal.
  4. Apresenta valores que chegam a ser ridículos para algumas obras de empreitada como, por exemplo, 50 euros. Como se fosse possível resolver com esses montantes os problemas existentes. Trata-se de estar a enganar os Murtoseiros fazendo passar a ideia errada de que se vai fazer muito e depois pouco ou nada se faz.
  5. Na minha opinião não daria prioridade a determinadas obras e canalizaria essas verbas para obras que aumentassem a produtividade e rentabilidade económica do nosso Concelho, como a criação de um centro de produção de biogás e também a criação de uma zona industrial para vacarias, que sei ser um grande desejo dos nossos produtores e que teria inúmeras vantagens, desde o ordenamento do território, aumento da sua produtividade e diminuição do seu impacto ambiental.
  6. Encontrar uma solução colectiva que impeça o avanço da água salgada nos terrenos agrícolas. Também parece passar mais um ano e não estar nos planos deste executivo camarário encontrar uma solução para este problema.